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Também chamada vulgarmente de “SLEEVE”, é uma técnica em que se retira cerca de 2/3 do estômago com o objectivo de reduzir a sua capacidade e provocar restrição. Ao mesmo tempo retira-se a zona responsável onde é feita a produção de hormonas responsáveis pela fome – a grelina. Consegue-se, assim, o duplo efeito de restringir a quantidade de alimentos ingerida de cada vez e, por outro lado, um importante efeito hormonal que se traduz na redução da fome nos intervalos das refeições. Além disso promove uma sensação de saciedade precoce e diminui o apetite seletivo para doces.
É uma cirurgia tecnicamente mais simples que um “bypass” gástrico e, talvez por isso muito divulgada e utilizada hoje em dia. No entanto tem muitos pormenores a observar e as taxas de morbilidade e mortalidade não são inferiores às do “Bypass”.
As complicações mais graves são a fístula da área de secção gástrica (na maior parte das vezes na região do ângulo de His) que ocorre em cerca de 3% dos casos. Também a hemorragia da mesma linha é frequente (até 5%). A fístula pode requerer tratamento de suporte (interrupção da alimentação pela boca durante alguns dias dando lugar à administração de soros e alimentação parentérica pelas veias) ou mesmo reintervenção cirúrgica precoce. Uma técnica hoje muito utilizada e com bons resultados é a colocação de um tubo por dentro do estômago (“stent endoscópico”) que vai a ajudar a cicatrizar o orifício da fístula encurtando bastante o tempo de recuperação.
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